28 de fev. de 2012
Atletas do interior do AM participam dos ‘Jogos Três Fronteiras’
Dez anos, nove municípios, três países. Esses são alguns dos números que fazem parte dos ‘Jogos Três Fronteiras’, realizado anualmente em Atalaia do Norte (a 1.136 quilômetros de Manaus), com atletas do Brasil, Peru e Colômbia. Na décima edição, o evento abre nesta terça-feira (28) e encerra no próximo dia 5 de março. “É uma competição que envolve moradores do Alto Solimões e vizinhos da fronteira”, disse o superintendente da Fundação Vila Olímpica (FVO), Aldemar Affonso.Acompanhado de oito professores da capital amazonense, ele viaja nesta segunda-feira (27) para a cidade anfitriã, onde ficará responsável, junto com a equipe, de organizar a competição pelo quinto ano seguido. Realizado para unir os países e em comemoração ao aniversário de Atalaia do Norte, os jogos receberão atletas amadores de Benjamim Constant (a 1.118 quilômetros de Manaus), Amaturá (a 1.072 quilômetros) Tonantins (a 1.164 quilômetros), Tabatinga (a 1.105 quilômetros), Santo Antônio do Içá (a 1.199 quilômetros) e São Paulo de Olivença (a 1.235 quilômetros). Os convidados internacionais virão de Letícia (Colômbia) e Islandia (Peru). “O esporte está crescendo muito e é gratificante ver o envolvimento da população no evento”, afirmou Affonso.Apesar de o evento entre Brasil, Peru e Colômbia ter mais de uma década de existência (é reconhecido oficialmente há dez anos), o Alto Solimões é uma caixinha de surpresas. Pelo menos é o que afirma o presidente da Associação das Federações e Confederações Desportivas Olímpicas do Amazonas (ADA), Luiz Borges.Um dos talentos revelados no evento foi a Luane Costa. A jovem morou na Vila Olímpica de Manaus, onde treinava diferentes provas de atletismo. “Ela treinou aqui até 2010 e foi convidada para morar em Uberlândia (MG)”, disse.A jovem se destacou em competições nacionais, como Campeonato Brasileiro e Olimpíadas Escolares, mas voltou à capital amazonense por conta de problemas de saúde. “Ela é de Atalaia do Norte, conseguiu chegar à seleção e só parou por causa da doença. Mas, atualmente, mora e trabalha em Manaus”, enfatizou o dirigente, ao citar outros nomes que vieram da mesma região. “Tivemos o João Paulo (400 metros) e o Jessé Souza (100 e 200 metros). Ambos competiram nos jogos”, lembrou.
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