O governo da China deu
neste sábado (31) um novo golpe à liberdade de expressão na internet ao fechar
16 sites, censurar duas das mais populares redes sociais do país e deter seis
pessoas em Pequim, depois que na semana passada circularam na rede rumores
sobre um golpe de Estado.
As
páginas fechadas nesta operação, considerada uma das maiores intervenções das
autoridades chinesa contra a internet, são, entre outras, populares foros como
"meizhou.net", "xn528.com" e "cndy.com.cn",
informou a agência oficial "Xinhua".
A medida também afetou as alternativas dos internautas chineses
para o Twitter: os serviços de microblog mais populares do país, o "Sina
Weibo" e o "QQ", terão bloqueada até o dia 3 de abril a opção de
deixar comentários.
Além dos seis detidos por "fabricar ou disseminar rumores
online", esta operação, anunciada durante a madrugada e da qual participou
a Segurança Pública de Pequim, inclui as "reprimendas" de outras
pessoas que participaram da difusão dos rumores, assinalou o Escritório Estatal
de Informação na Internet, responsável por controlar os conteúdos na rede
chinesa.
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